sexta-feira, 27 de julho de 2012

Governo de Pernambuco vai ouvir especialistas sobre a construção de viadutos na Agamenom Magalhães

26/07/2012 - Blog Mobilidade Urbana

O governador Eduardo Campos falou pela primeira vez sobre a polêmica dos viadutos da Avenida Agamenon Magalhães. De acordo com o governador a prioridade do projeto  é garantir velocidade no corredor exclusivo do ônibus. Ele admitiu, no entanto, que os viadutos podem ser substituídos, desde que seja apresentado um projeto melhor,  capaz de garantir velocidade no corredor. “Vamos buscar o consenso, ouvir especialistas e ficar abertos a outros projetos que garantam a fuidez do corredor”, afirmou.

Pelo projeto do governo do estado, a velocidade média atual (Olinda / Boa Viagem), que é de 20,9 km/hora vai passar para 30,3 km após a construção dos viadutos, sendo o maior ganho no trecho entre a Avenida Rui Barbosa e o cruzamento com a Rua Buenos Aires, cuja velocidade atual em horário de pico é de 5 km por hora e subirá para 18km/h – velocidade quase quatro vezes maior. No trecho Boa Viagem / Olinda, a velocidade média que hoje é de 18,2 km/hora passará para 33,7 km/hora, o que significa um ganho de 54% na velocidade média do trecho. Nesse sentido, no entanto, o ganho maior será no cruzamento com a Rua Paissandu, cujos carros passarão de 7km/h para 40 km/hora – 175% de ganho na velocidade do trecho.

O governador disse ainda que irá aguardar o resultado do estudo de circulação que será elaborado pela empresa que venceu a licitação. Em setembro será concluído o projeto executivo do ramal do Norte/Sul que passará pela Agamenon Magalhães.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Alphaville está pronta para lançar cidades inteligentes

24/07/2012 - Brasil Econômico, Regiane de Oliveira

A exemplo do que está fazendo a Odebrecht no Recife, empresa de urbanismo tem três áreas para abrigar novos bairros/cidade

O projeto Cidade da Copa, desenvolvido pela Odebrecht no entorno do estádio Arena Pernambuco, na zona Oeste do Recife, vem ganhando destaque por unir conceitos modernos de urbanização. Em uma área superior a 220 campos de futebol, o empreendimento vai contemplar áreas comerciais, residenciais, de lazer e de estudo, em meio a uma tecnologia de ponta e que respeita o meio ambiente. Este projeto não será o único a seguir essa tendência. O conceito de cidade inteligente vem ganhando espaço nas pranchetas de tradicionais empresas de urbanismo, como a Alphaville, da Gafisa.
Prestes a completar quarenta anos do primeiro condomínio planejado do país, construído em uma área inicial de 500 hectares comprada em Barueri, em São Paulo, a desenvolvedora prepara terrenos em Brasília, Fortaleza e na região metropolitana do Recife para criar novos núcleos urbanos a exemplo do que foi feito em Barueri.
São áreas de 20 milhões de metros quadrados, o equivalente a 2 mil hectares ou 1,8 mil campos de futebol - semelhante ao espaço ocupado em Barueri a partir do terreno inicial. "São terrenos tão grandes que podem ser comparados ao município de Botucatu, no interior de São Paulo", afirmou Denise Nóbrega, diretora de negócios da Alphaville.
Segundo a executiva, o plano da empresa é ir lançando aos poucos, conforme a demanda local. "A implementação será feita de médio a longo prazo. Não podemos inundar o mercado com 10 mil lotes de uma vez só", diz.
Em Brasília, o primeiro lançamento na área que será um novo núcleo urbano foi feito em 2010 e a empresa prepara agora a segunda fase do empreendimento, batizado de Alphaville residencial 2, a ser lançado em breve. "Os lançamentos são entre um ano e um ano e meio. Há projetos para os próximos 15 anos", afirma.
Entre muros
Os novos projetos da Alphaville têm muita diferença em relação ao que foi desenhado para o de São Paulo há cerca de 40 anos. O conceito é o mesmo, de residenciais com uma rede de serviços ao redor, atraindo empresas, sob a égide da sustentabilidade. Mas as novas tecnologias, especialmente na área de segurança, estão mudando a forma como se trabalha com os projetos urbanos.
Novas formas de controle de pessoal, com câmeras e gradis discretos no lugar dos grandes muros são uma das inovações. Além do que, nos dias de hoje, a Alphaville teve de se preparar para lançar projetos para diferentes classes sociais, como o Terras de Alphaville, que trabalha com um tíquete médio de venda mais barato do que o empreendimento tradicional.
Segundo André Sá, diretor de marketing do consórcio Arena Pernambuco, segurança é a preocupação da Cidade da Copa, por isso o Centro de Comando e Controle Integrado da polícia do estado vai ser transferido para o local, em uma área de 12 mil m². Também serão instaladas 100 monitores de 46 polegadas cada, com investimentos de R$ 98 milhões do governo do estado. Quanto aos muros dos condomínios, Sá afirma que ainda não ficou definido que tipo de residencial será construído no local. Mas uma coisa ele garante, este pode ser o primeiro de outros projetos. "O objetivo é criar uma referência de sucesso", afirma Sá.

domingo, 1 de julho de 2012

Pernambuco investe em infraestrutura para a Copa

26/06/2012 - Valor Econômico

Um conjunto de 18 obras viárias, executadas pelo governo de Pernambuco e pela Prefeitura do Recife para facilitar a movimentação de torcedores e turistas na capital durante a Copa, vai ficar também como um legado para desafogar o trânsito pesado e caótico da cidade. Com investimentos de R$ 1,47 bilhão, em financiamentos federais e contrapartidas estadual e municipal, a cidade vai receber corredores inteligentes de ônibus, terminais de passageiros, mais uma estação de Metrô, viadutos e a duplicação de um trecho de 42 quilômetros da rodovia BR-408, que liga Pernambuco à Paraíba, passando pelo município de São Lourenço da Mata, onde está sendo construída a arena da Copa. Ganhará também sua primeira via expressa, a Via Mangue, projeto da prefeitura de Recife, com longos trechos suspensos, para não comprometer o frágil ecossistema de um manguezal, que funcionará como alternativa às três avenidas que cortam a capital no sentido norte-sul.

Para Flávio Figueiredo, secretário executivo da Secretaria de Cidades do Estado de Pernambuco, as obras viárias são o maior legado do evento para a cidade. "Recife vai ficar com um sistema de transporte bem mais eficiente, mais confortável e integrado, que vai beneficiar cerca de 1 milhão de passageiros por dia. É um legado imediato e muito democrático", diz. As obras vão beneficiar os passageiros dos 14 municípios que formam a Região Metropolitana de Recife. O sistema de transporte público de passageiros da Grande Recife conta com 390 linhas de ônibus e 3 mil veículos, que realizam 26 mil viagens por dia. São transportados diariamente na região cerca de 2 milhões de pessoas.

A Secretaria Extraordinária da Copa do governo de Pernambuco dividiu as obras viárias prioritárias em dois blocos. O primeiro, com 13 projetos, no valor de R$ 694 milhões, deve ficar pronto a tempo da Copa das Confederações, de junho 2013, entre os quais a conclusão de viadutos, duplicação da BR-408, construção da estação de metrô Cosme e Damião, próxima à arena, uma passarela perto do aeroporto e terminais de passageiros. O segundo bloco está previsto para 2014, com investimentos de R$ 773,4 milhões, e abrange cinco projetos - dois corredores de ônibus que cortarão a cidade nos sentidos leste-oeste e norte-sul, terminal marítimo de passageiros, a Via Mangue e uma nova torre de controle para o aeroporto. Por sua complexidade, a via expressa ficará com a maior parte dos recursos - R$ 433 milhões.

Somando-se as obras incluídas no PAC da Mobilidade, os recursos chegam a R$ 2,9 bilhões, segundo a prefeitura de Recife. O programa federal, embora não ligado diretamente ao evento esportivo, prioriza obras que facilitem a circulação de torcedores e turistas durante a Copa. Com R$ 821 milhões do programa, a prefeitura de Recife vai implantar a infraestrutura de corredor exclusivo de ônibus nas avenidas II Perimetral, III Perimetral e Radial Sul, ligando o bairro do Ibura, um dos mais pobres de Recife, ao de Boa Viagem, ambos na zona sul.

Outros R$ 593,8 milhões do PAC Mobilidade, que serão repassados ao governo do Estado, vão ser utilizados para implantar o sistema de Bus Rapid Transit (BRT), sistema inteligente de ônibus, na II Perimetral/Via Metropolitana Norte e IV Perimetral (BR-101), no contorno da capital. Para a construção de infraestrutura de BRT nos corredores leste-oeste, norte-sul e na Avenida Norte, o governo do Estado contará com R$ 1,2 bilhão. Está prevista a implantação de um corredor fluvial de transporte, com investimento de R$ 288 milhões do programa federal.

Os corredores inteligentes de ônibus, além de introduzirem o conforto das paradas fechadas e climatizadas, são mais eficientes e mais econômicos. Segundo Flávio Figueiredo, eles têm capacidade para transportar até 40 mil passageiros por hora, enquanto o sistema de ônibus comum não transporta mais do que 15 mil. "Eles têm eficiência próxima à do metrô, com custo de implantação próximo ao de linhas de ônibus", diz o secretário. Os ônibus serão articulados, dotados de GPS e monitorados por uma central de controle operacional, que estipula a distância entre eles, diminuindo ou aumentando os intervalos de acordo com o movimento de passageiros. A ampliação do número de terminais integrados, dos atuais 14 para 25 até 2014, vai imprimir mais eficiência a todo o sistema e trazer mais economia para os usuários.